O CARIOCA ALFREDO BORRET TRANSFORMA TAMPINHAS DE GARRAFA EM OBRA DE ARTE

Alfredo Borret, 32 anos, formado em marketing, sempre gostou de arte e sustentabilidade. Inspirado pelas 8 metas para o milênio lançadas pela ONU, mais especificamente pela sétima delas que preza pela qualidade de vida e o respeito ao meio ambiente, o carioca tem chamado a atenção do mundo para o descarte das tampinhas de metal.
Morador do Bairro Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro, desde 2007 ele tem usado suas habilidades para dar vida nova ao lixo gerado pelo consumo de bebidas, jogado no chão e nas ruas da cidade. Como voluntário, costuma realizar oficinas para ensinar crianças e adultos a reaproveitarem as famosas tampinhas de metal transformando-as em ímãs de geladeira. “Foi a forma que eu encontrei para me manter atualizado e também de compartilhar com os outros o meu trabalho”, diz Borret. Foi num workshop sobre reciclagem que Alfredo ouviu a pergunta: Qual o lixo que você produz?
“Essa perguntou ficou ecoando dentro de mim e foi a partir daí que tudo mudou”, diz Alfredo que queria assumir ainda mais a responsabilidade pelo seu lixo. “O lixo sempre foi a problemática social que mais me incomoda porque onde tem lixo não tem saúde, tem violência, falta educação, consciência e consequentemente beleza”.
A pergunta no workshop foi uma janela que se abriu na vida de Alfredo trazendo inspiração e vontade que alimentaram sua determinação apesar das dificuldades. “As pessoas não acreditavam que fosse possível fazer algo bom e, ainda por cima, viver disso”, conta ele que durante os anos em que buscou uma técnica própria para transformar o seu lixo, transformou também a sua vida. “A tampinha de garrafa era um lixo que ninguém via. O meu trabalho foi minha maneira de chamar atenção pra esse lixo e de fazer a minha parte”, afirma.
A partir de uma ideia simples, hoje Alfredo vive da reciclagem, transformando tampinhas em telas através de uma técnica inédita. “Eu reproduzo em tampinhas de cerveja e refrigerante paisagens cariocas e obras de grandes mestres”, diz Borret que desde 2012 já produziu 24 quadros, retirando das ruas e reaproveitando mais de 15 mil tampas. “A cada projeto concluído posso dormir melhor sabendo que são menos 702 tampinhas soltas pelo mundo”, afirma o artista plástico que faz questão de usar a vitória pessoal como estímulo para que outras pessoas vejam na reciclagem uma forma de ganhar a vida. “Se eu inventei a tampinha, alguém pode inventar outra coisa a partir de pneus ou plástico”, garante ele que em 2014 fará sua primeira exposição individual no Galpão das Artes Urbanas da Comlurb, na Gávea, semeando princípios da sustentabilidade através da arte.
fontes: Ideias Green; sustentarte










Comentários

Postagens mais visitadas